15 Dicas para um bom estágio

A primeira impressão é a que fica. E quando se trata de um estágio, causar uma boa impressão no primeiro dia é essencial.

Radioção e Gestação não combinam!

Muitas mulheres grávidas se interrogam quanto ao efeito que as radiações poderão ter sobre o seu filho.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A importância da densitometria óssea no combate à osteoporose.


A densitometria óssea é o exame ideal para o diagnóstico da osteoporose e da osteopenia por detectar a redução da massa óssea de maneira precoce e precisa. Ele é o método mais utilizado para avaliar a densidade mineral dos ossos e utiliza um aparelho conhecido por utilizar a técnica de DXA (Dual-Energy X-ray Absorptiometry).

A densitometria óssea avalia a coluna lombar, a região proximal do fêmur e o terço distal do rádio. Isso porque essas áreas são as que mais estão sujeitas ao risco de fraturas. Esse método utiliza aparelhos sofisticados e que apresentam duas vantagens importantes: são rápidos e produzem uma baixa exposição à radiação - até dez vezes menor que a exposição gerada por uma radiografia normal de tórax.

A densitometria óssea é um teste rápido (dura cerca de 5 minutos) e indolor para a medição da densidade mineral óssea.


Indicações:

O exame de densitometria óssea é indicado para mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70 anos. Entretanto, pode ser indicado para mulheres abaixo de 65 anos e homens abaixo de 70 anos que preenchem um dos critérios abaixo:

• Baixo Peso (Índice de Massa Corporal menor que 18,5 kg/m²)
• Fratura Prévia
• Medicações que aumentam o risco de osteoporose
• Doenças que aumentam o risco de osteoporose
• Monitorar osteoporose já diagnosticada
• Monitorar tratamento.

O procedimento também tem aplicação em pediatria, para acompanhar o crescimento da criança e do adolescente. Os pediatras pedem a densitometria para avaliar a massa óssea e quanto de massa magra e massa de gordura o paciente tem, funcionando como um complemento à avaliação clássica da idade óssea do Raio-X de mãos e punhos.

Em crianças e adolescentes até 20 anos, os sítios usados são coluna e corpo inteiro (o fêmur ainda está em crescimento e não é avaliado). Nesse grupo, compara-se a massa óssea do paciente com crianças da mesma idade e não usamos o termo osteoporose como nos adultos.


Contraindicações:

• Mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez, por conta da radiação;
• Pessoas que fizeram exame com contraste de iodo ou bário não podem fazer a densitometria óssea durante uma a duas semanas a depender do contraste utilizado (tempo para que seja eliminado do corpo), pois este interfere no resultado. Outros exames radiológicos como os de cintilografia devem ter um intervalo de eliminação determinado pelo médico;
• Cirurgia ortopédica extensa ou prótese extensa na região avaliada: no caso de pessoas que tem próteses em um fêmur, é feita a avaliação do outro. Para pessoas que tem prótese na coluna, é feita uma análise do fêmur e outra do antebraço;
• Obesidade grave: a maioria dos aparelhos para a densitometria óssea suporta até até 160 kg. Alguns aparelhos suportam até 200 kg.
Preparação para o exame
Saiba mais
• Osteoporose: evite a progressão da doença
• Seus hábitos ajudam a prevenir a osteoporose?
• Vídeo: o que é osteoporose?

No dia do exame de densitometria óssea, evite usar roupas com botões ou fivelas de metal para o teste, pois estes podem inferir no resultado. Joias como colares e pulseiras também devem ser evitados, bem como sutiãs com aros de ferro.

É recomendado também que a pessoa não tome qualquer suplementação de cálcio no dia, pois a pílula pode aparecer no exame da coluna e interferir no resultado.


Como é feito?

A densitometria óssea pode ser feita por um técnico em radiografia ou médico capacitado em densitometria óssea. No momento do exame, você será solicitado a trocar sua roupa por uma vestimenta do hospital, própria para fazer exames.

O técnico irá pedir para você se deitar no aparelho, sobre uma mesa acolchoada, e irá posicionar suas pernas em um suporte de esponja, alinhando sua pelve e a coluna vertebral. O laser do aparelho passará em zique-zague sobre os órgãos a serem analisados, irá digitalizar seus ossos e medir a quantidade de radiação que eles absorvem.

O teste de densitometria óssea deverá ser feito em pelo menos dois ossos diferentes, de preferência o quadril e coluna vertebral. No caso das crianças, é feito o scanner do corpo inteiro e coluna. A densitometria óssea não causa dor. Se você tem dor nas costas, pode ser desconfortável ficar parado durante a verificação.


Duração do exame:

Resultados mostram se você tem osteoporose

A densitometria óssea dura em média cinco minutos para coluna e fêmur e dez minutos para corpo total.


Periodicidade:

A densitometria óssea é feita a cada um ou dois anos, a depender do controle da osteopenia/osteoporose determinado pelo médico assistente. Intervalos mais curtos podem ocorrer em casos de rápida perda óssea, como em pessoas que utilizam medicamentos a base de corticoides.


Recomendações pós-exame:

Não há nenhuma recomendação especial após o exame de densitometria óssea. A pessoa pode sair do laboratório e prosseguir normalmente com as suas atividades.


O que significam os resultados?

Saiba mais:

• Cálcio fortalece os ossos
• Nove alimentos aliados da saúde dos ossos

O exame é feito para identificar qual a sua densidade óssea, se você tem osteopenia ou osteoporose e ajudar a avaliar seu risco de fratura. Você recebe os resultados como as fotos de um raios X, só que as imagens são um pouco menos nítidas, por conta da quantidade diminuída de radiação. É como se fosse uma radiografia em menor resolução. Os seus ossos são comparados com o de uma pessoa jovem e saudável e fornecem a distância da sua massa óssea da média normal.

A partir disso é calculado o T-score, um padrão de referência internacional desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde. É ele que mostra o quanto você está próximo ou distante desse ideal. O T-score inicia do número zero (que representa a média) e parte para uma escala de números negativos ou positivos - quanto mais negativo é o número, mais longe sua massa óssea está do ideal.

O resultado para crianças utiliza o Z-score e não o T-score. O Z-score compara a massa óssea da criança com a média para a mesma idade. O resultado não é de osteopenia ou osteoporose e sim dentro da média ou abaixo da média para a idade.


Valores de referência:


Para adultos, isto é, homens com 50 anos ou mais e mulheres a partir de 40 anos (período de transição menopausal) ou mulheres na menopausa. Sítios usados: coluna, fêmur ou antebraço:

• Normalidade: T-Score de 0 a -1,0 DP (Desvio Padrão)
• Osteopenia: T-Score de - 1,0 a -2,4 DP
• Osteoporose: T-Score de -2,5 ou menos.

Saiba mais:

• Osteoporose enfraquece os ossos e facilita fraturas
• Saiba como consumir cálcio adequadamente

Para adultos jovens (Homens entre 20 e 49 anos e mulheres dos 20 aos 40 anos com ciclos menstruais normais) utilizamos o Z-score. Sítio usados: coluna, fêmur ou antebraço:
Z-Score igual ou inferior a -2,0 DP é considerado abaixo dos padrões para a idade. Acima disso, os valores são considerados dentro dos padrões para idade.

Para crianças (Homens e Mulheres dos 5 aos 19 anos). Sitios usados: coluna e corpo total.          
Z-Score igual ou inferior a -2,0 DP é considerado abaixo dos padrões para a idade. Acima disso, os valores são considerados dentro dos padrões para a idade.


Gestante pode fazer?

Grávidas não devem fazer a densitometria óssea por conta da radiação envolvida no exame. Caso a mulher tenha osteoporose diagnosticada e fique grávida, fará o acompanhamento com densitometria após a gravidez.


Dessa forma podemos concluir que a Densitometria Óssea é um exame dentro da área de Radiologia de extrema importância para detectar tais patologias e onde o profissional tem mais uma opção dentro do mercado de trabalho.

Feliz Natal e um próspero Ano Novo!!!

Que neste próximo ano,
eu possa lembrar dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.

Que eu possa lembrar dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.

Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.

Que eu lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.

Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.

Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.

Obrigada Senhor
Por ter alimento,
quando tantos passam o ano com fome.

Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.

Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.

Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.

Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.

Pela minha paz,
quando tantos vivem o horror da guerra.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Radiação e Gestação não combinam!

Muitas mulheres grávidas se interrogam quanto ao efeito que as radiações poderão ter sobre o seu filho. Em geral, é melhor evitar nos primeiros 3/4 meses de gravidez.
As radiografias utilizam raios “X”, capazes de danificar o DNA e de gerar radicais livres.

Todavia, com os aparelhos atuais, ao tirar uma única radiografia está exposta a doses de radiação muito abaixo do limiar crítico para o feto. A exposição a doses altas, no entanto, pode comportar riscos, agrupados em três categorias:

  • Tumores: A exposição intra-uterina a doses altas de radiações acarreta um leve aumento dos tumores infantis, sobretudo leucemias. A percentagem de leucemia é normalmente de 3,5 para cada 10 000 crianças e passa a 5 para 10 000 para as crianças expostas, na vida intra-uterina, a altas doses de radiações.
  • Malformações fetais: Altas doses de radiações causam alteracoes no sistema nervoso central, provocando atrasos mentais e microcefalia. Tais danos são manifestados quando a exposição ocorre entre a 10º e a 17º semana de gravidez. Assim, é preferível não se submeter a radiografias neste período.  
  • Mutações nos genes do embrião: As doses altas de radiações podem provocar modificações nos genes do embrião que serão transmitidas às gerações seguintes. Em todo o caso as doses que podem provocar tais mutações são muito superiores às que são empregues nas radiografias comuns.
Resumindo pode-se afirmar que quando se é submetido a uma única radiografia o risco para o feto é insignificante devido às doses baixas a que se está exposto. Assim, se a doença de mãe necessita do uso de raios X não deverão existir hesitações na prescrição do exame necessário.

Por outro lado os raios X não urgentes deverão ser evitados entre a 10ª e 17ª semana de gravidez, o período de maior sensibilidade do sistema nervoso central do feto.

Em se tratando de gravidez, embora os riscos ligados a radiografias diagnósticas sejam baixos, os especialistas recomendam que as gestantes adiem mesmo assim exames não urgentes para depois do parto. Se o seu médico considerar que um raio X é necessário para algum problema específico, procure se tranquilizar, lembrando que a quantidade de radiação que o bebê receberá estará provavelmente dentro de uma faixa de segurança.
Mas não é porque o paciente irá receber pouca radiação, que eu não devemos protegê-lo. O uso de coletes de chumbo conhecidos como “Vestimenta Plumblífera” é OBRIGATÓRIO. Esta vestimenta deve estar presente em todos os consultórios e clinicas radiológica, e devem ser colocadas nos pacientes antes das tomadas radiográficas.
Por este motivo é importante que no dia do exame, não deixe de mencionar que está grávida, assim poderá ser mais bem protegida com uma espécie de colete de chumbo.

Se você trabalha em um ambiente próximo a fontes de radiação, converse com seu chefe sobre formas de reduzir ou eliminar a sua exposição.

No caso de ter sido submetida a sessões de radioterapia antes de saber que estava grávida, pergunte ao oncologista sobre a quantidade de radiação a que o bebê pode ter sido exposto, e converse com seu obstetra sobre possíveis exames genéticos e ultrassons mais detalhados do bebê.

As 10 coisas que todo paciente deveria saber.


1 – 
O que são raios X? 

Os raios X (usados em tomografia computadorizada, radiologia convencional, mamografia,...) são uma forma de radiação, assim como a luz visível, porém com grande capacidade de penetração, podendo atravessar o corpo humano. Utilizando equipamentos e técnicas apropriadas, os raios X podem produzir imagens das estruturas internas do corpo para verificar doenças ou outros problemas. 

2 – Os raios X diagnósticos podem fazer mal?

 Geralmente não. A dose de radiação envolvida na maioria dos exames de raios X, tanto em técnicas convencionais quanto nas digitais, é bem pequena. A preocupação é com a repetição de exames. Doses relativamente altas em exames de TC (Tomografia Computadorizada) e procedimentos intervencionistas aumentam a chance de câncer relacionado à radiação.

3 – Qual é a dose de radiação mais comum? 

Dose de radiação, ou simplesmente dose, é geralmente descrita usando a grandeza dose efetiva, expressa em milisievert (mSv). A dose efetiva representa a dose de corpo inteiro que causaria o mesmo risco de câncer causado por doses distribuídas a diferentes órgãos específicos do corpo. A dose efetiva estima o risco relativo entre diferentes procedimentos que utilizam radiação.

Há diversas maneiras para descrever a dose de radiação, mas estas não são explicadas aqui.

4 – A radiação que recebemos de forma natural é diferente? Como? 

Todas as pessoas são expostas à radiação do ambiente, como a radiação cósmica, radiação da terra, dos alimentos e até do nosso próprio corpo. Essa radiação (raios gama) é similar aos raios X utilizado no diagnóstico médico. Dependendo do local onde se vive, um indivíduo é exposto de 1 até 3 mSv por ano, sendo a média mundial de 2.4 mSv/ano. Há alguns lugares que os habitantes são expostos a 10 mSv/ano. Podem-se comparar essas doses com as doses de radiação envolvidas em exames de raios X, como dadas abaixo.

5 – Todos os exames geram altas doses de radiação? 

Não. Exames diferentes fornecem diferentes quantidades de radiação. O mais comum exame de raios X é o de tórax (vista frontal – AP ou PA). Este fornece uma dose média de cerca de 0,02 mSv. No contexto da radiação que somos expostos de fontes naturais, esta é uma dose relativamente baixa.

Na tabela a seguir há uma lista de doses de pacientes em exames radiológicos mais usuais, bem como o número equivalente de raios X de tórax para a mesma dose efetiva.

Exame
Dose Efetiva Média (mSv)
Equivalente e Rx de Tórax
Rx de Crânio
0,1
5
Rx Coluna Torácica e Lombar
1,0 - 1,5
50 -75
Mamografia
0,4
20
Rx de Pelve/Quadril/Abdome
0,6 – 0,7
30 - 35
Rx de Joelho/Outras extrem.
0,001 – 0,005
0,05 – 0,25


6 – Há um limite de radiação que eu possa receber? 

Não. Geralmente o benefício dos raios X são maiores que o risco da exposição à radiação.

Desta forma, nenhuma organização internacional estabeleceu um limite para a dose do paciente. O risco associado à radiação é considerado aceitável para a justificativa médica dos exames. O físico de referência e o radiologista são responsáveis por assegurar que o benefício ao paciente seja maior do que os riscos inerentes à radiação.

7 – Qual o risco de câncer causado pela radiação? Esse risco pode aumentar? 

O risco de câncer induzido pela radiação é baixo, porém pode aumentar. Em cada novo exame o paciente aumenta ligeiramente o risco. Manter a mínima quantidade de dose, porém com boa qualidade de imagem diagnóstica é o recomendado.

A probabilidade de câncer causado pela radiação aumenta de 5% a 6% para cada 1000 mSv de dose. O aumento do risco de câncer decorrente da maioria dos exames de raios X é pequeno em comparação com o risco de câncer que ocorre naturalmente, esse varia entre 14% e 40%.

8 – Mulheres grávidas podem fazer exames com uso de raios X? 

Enquanto os benefícios clínicos forem maiores do que o potencial risco de exposição à radiação, nada impede o uso de raios X na gravidez.

Com equipamentos modernos, boa técnica e consciência em proteção radiológica, os exames de cabeça, pés, pescoço, ombros e até no peito podem ser efetuados com segurança durante a gravidez. Para outros exames, considerações específicas são necessárias.

As mulheres devem informar aos profissionais da saúde que lhe atender sobre a gravidez ou a possibilidade de gravidez. Tendo tido conhecimento desta informação, para diagnósticos na região abdominal e pélvica, especialmente para procedimentos que envolvam altas doses (tomografia computadorizada e fluoroscopia), o profissional de saúde envolvido, em cooperação com o Serviço de Física Médica e Radioproteção, especialista em proteção radiológica, irão investigar benefícios e riscos.

9 – É seguro para as crianças serem expostas aos raios X em exames de diagnóstico por imagem? 

Não há restrições para o uso de raios X em crianças, desde que o benefício clínico seja maior do que os potenciais riscos de exposição a radiação. Alguns órgãos das crianças têm uma maior sensibilidade à radiação do que os adultos. As crianças também têm uma maior expectativa de vida. Portanto, técnicas de imagem que não usam radiação ionizante devem ser consideradas como uma alternativa.

Procedimentos radiológicos de crianças devem ser planejados individualmente e limitados ao que é suficiente para um correto diagnóstico.

10 – Existem alternativas de imagem mais seguras do que o diagnóstico com uso de raios X? 

Sim. Apesar do risco de um único exame de raios X ser muito pequeno, é uma questão de minimização de risco. Exames de imagem sem o uso de radiação ionizante como ressonância magnética (MRI) e ultra-som (US) devem sempre ser consideradas, quando apropriadas. Ao contrário dos raios X, estas técnicas não aumentam o risco de câncer. No entanto nem sempre é possível substituir exames com raios X por outros exames de diagnóstico.

Há outras considerações que envolvem risco, uma vez que não são raros os exames em que são necessários a sedação de crianças pequenas para exames de MRI, o que na maioria dos casos não é necessário em um exame de TC.

Os Riscos de um Técnico em Radiologia



O cenário atual em hospitais, clínicas e assemelhados mostra que, apesar dos esforços em investimento para o aprimoramento de profissionais, processos e equipamentos, pouco tem sido feito para prevenir o surgimento de lesões e enfermidades ocupacionais e de impactos ambientais também causadores de doenças ou outros danos. Em tais locais de trabalho são encontrados diversos tipos de riscos, que podem ser classificados como: desprezíveis, marginais, críticos ou catastróficos.

No serviço de diagnóstico por imagem, uns dos mais importantes instrumentos de apoio a inúmeras áreas da medicina, são observados atos inseguros e condições ambientais de insegurança, dentre eles: preparação e manuseio de soluções tóxicas sem utilização de equipamento de proteção individual (EPI); ajuda a pacientes deficientes com doenças contagiosas sem utilização de EPI; trabalhadores em ambientes onde há insalubridade resultante da presença de agentes químicos tóxicos fora dos limites estabelecidos por lei; trabalhadores e pacientes em ambientes onde há periculosidade, resultante da detecção de níveis de radiações ionizantes acima dos limites estabelecidos por lei; trabalhadores em ambientes com ventilação inadequada; aspectos ergonômicos em postos de trabalho em desacordo com as normas regulamentadoras; equipamentos defeituosos ou mal calibrados em operação, com conseqüentes riscos a trabalhadores e pacientes; salas com móveis, equipamentos e acessórios localizados inconvenientemente à segurança do trabalhador e à sua satisfação para realização de tarefas.

Todos esses aspectos estão relacionados à proteção radiológica e biossegurança, que é o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisas, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, tendo por finalidade a saúde do homem e dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados.

Este post tem o objetivo de alertar sobre muitas das condições de trabalho de profissionais de serviços de radiologia e torcer pelas melhorias necessárias a serem introduzidas nesses serviços, a fim de adequá-los às normas vigentes no país.



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Brasão da Radiologia


a) TRIFÓLIO - representa o símbolo internacional indicativo da presença de radiação ionizante, com a qual labutam os profissionais das técnicas radiológicas.

b) BASTÃO - representa o poder daquele que tem a formação profissional o conhecimento técnico e científico das aplicações das técnicas radiológicas.

c) SERPENTE - representa a ciência, a sabedoria e a transmissão do conhecimento compreendido de forma sábia.

d) ÁTOMO - aqui apresentado em sua forma espacial, representado a energia, em todas as suas formas, simbolizando a aplicação da mesma em outras áreas nas quais atuam o profissional Tecnólogo e Técnico em Radiologia.

e) RODA DENTADA - simboliza as áreas industriais, cuja atuação cabe também ao profissional das técnicas radiológicas.

f) ANO DE 1985 - representando o ano em que foi regulamentada a profissão (Lei nº 7394/85).

Tamanho do Foco - Raios X

O fator tamanho refere-se ao tamanho do foco. FOCO FINO e FOCO LARGO ou FOCO GROSSO.

FOCO DE RAIOS X ou PONTO FOCAL: sabemos que é o ponto de placa do anódio onde os elétrons bombardeiam, produzindo em consequência raios x. Existem ampolas cuja placa apresenta dois pontos focais, um maior que o outro. Ao ponto onde os elétrons bombardeiam em área menor, dá-se o nome de FOCO FINO e ao ponto onde a área de incidência é maior, FOCO LARGO ou FOCO GROSSO.

Ao fato de existirem dois pontos focais, é devido ao catódio ser provido de dois filamentos, um maior que o outro.

Quando é aquecido o filamento menor, logicamente os elétrons atraídos bombardearão o anódio em área menor, dada a menor espessura do feixe eletrônico. Isto é óbvio, pois sendo menor o filamento, menos espesso será o feixe eletrônico, o que torna os elétrons mais compactos e, por conseguinte, os raios x produzidos serão mais atenuantes, por serem também mais compactos mais unidos por assim dizer.

É por isso que nos utilizamos do foco fino quando desejamos executar uma técnica, de modo que a radiografia obtida apresente os mínimos detalhes, permitindo assim uma leitura mais profunda, para um laudo mais preciso.

A falta de detalhes apresentada por uma radiografia feita em Foco Grosso, é consequência da zona de penumbra que o mesmo produz na imagem radiográfica.
Como sabemos, as linhas de definição de uma radiografia, não devem exceder de 1/7 mm, e a zona de penumbra na imagem, em certas circunstâncias, excede em muito este limite, como por exemplo, quando a distância do objeto do filme é grande.

Tentaremos, através do esquema abaixo, tornará mais compreensível ao que se acabou de relatar.

Sem dúvida nenhuma as radiografias feitas com foco fino são bem mais detalhadas que as feitas com foco grosso, porém, para determinados exames é desaconselhável o uso do foco fino como, por exemplo, do coração e vasos no caso dos exames de tórax e, do tubo digestivo e outros nas radiografias de abdômen.

Estes órgãos, devido aos movimentos que lhes são próprios, isto é, movimentos involuntários que são os movimentos que ocorrem em nosso corpo independente de nossa vontade (diástole e sístole do coração, circulação sanguínea, peristaltismo do tubo digestivo) devem ser radiografados dentro do menor espaço de tempo possível e para isso é necessário alta mA para compensar o pouco tempo de exposição. O foco fino, não resiste a alta miliamperagem com pouco tempo de exposição; fatalmente se funde.

Os fabricantes, a fim de preservar o tubo, constroem os aparelhos com calibragem adequada, impossibilitando a aplicação de maior mA mesmo que deseje.

Órgãos cujos movimentos podemos controlar, por serem dependentes de nossa vontade, como os ossos dos membros e extremidades, da cabeça, articulações, etc., podem ser radiografados como foco fino, utilizando-se baixa miliamperagem, compensada com maior tempo de exposição, sem o risco de se fundir.

O foco grosso, apesar de não produzir raios x em condições tão boas quanto aos produzidos no foco fino, tem a vantagem de suportar alta mA, permitindo-nos radiografar o órgão em frações de segundo, sem o risco de se fundir. O prejuízo do detalhe é compensado com a vantagem de poder-se utilizar o foco grosso para todo e qualquer exame.

Os focos são controlados por um dispositivo especial, situados na mesa de comando, denominado COMUTADOR DE FOCO.

Quando se liga a corrente para o filamento menor, automaticamente é desligado do filamento maior e vice-versa, não havendo possibilidade de se aquecerem ao mesmo tempo, o que certamente causaria danos a ampola.

Para termos noção do foco que está sendo utilizado, o comutador indica por meio de sinais característicos, pintados ou gravados na mesa de comando, facilmente compreensíveis, geralmente representados por números (1 e 2), por letras ( F e G), por algarismos romanos (I e II), por dois traços, sendo um mais espesso que o outro, havendo também alguns escritos por extenso (fino e grosso) e etc.

Devemos sempre estar atentos na hora da realização ao foco que estaremos utilizando pois ele poderá prejudicar drasticamente a imagem processado no filme radiográfico, acarretando em mais uma exposição ao paciente.